Friday, 30 March 2007

EIGHT EYED SPY

~

Look what I've found. A copy of a thing called 8 Eyed Spy, recorded live in 1980, edited in 1981. One of the early bands of Lydia Lunch, on the label Roir from New York. So that's taking us back to something named by the press, at the time as No Wave, following an album recorded by Brian Eno of several bands and called No New York.
The third band of LL, if I'm not wrong, after Teenage Jesus and the Jerks, and Beirut Slump.



Second time I see this live, this time it hasn't escaped. Also found on the Hysterie album of Lydia Lunch, whence I know them and that I can´t find anywhere, I still keep a dodgy tape that makes it even more ... (fill it in). A treasure.
The band on stage is great, at least on record, finely recorded (fatly? Is that fat enough?), it´s sweaty, sticky, and hot like those dirty movies from NYC. Ambience guaranteed. This is great stuff even more today.



8 Eyed Spy - Live
Sorry for behaving so badly
Run through the jungle
Motor oil shanty
Maintaining my cool

Olhem só o que encontrei. Uma cópia de uma coisa chamada 8 Eyed Spy, gravado ao vivo em 1980, editado em 1981. Uma das primeiras bandas de Lydia Lunch, na etiqueta Roir de Nova Iorque. Assim voltamos a algo denominado na altura de No Wave, a seguir a um álbum gravado por Brian Eno de várias bandas, e chamado No New York.
A terceira banda de LL, se não me engano, depois de Teenage Jesus and the Jerks, e Beirut Slump.



É a segunda vez que vejo este disco, desta vez não escapou. Também aparecem no álbum Hysterie da Lydia Lunch, donde os conheço, e que não consigo encontrar em lado nenhum, ainda guardo uma cassete fanhosa que o torna ainda mais ... (preencher). Um tesouro.
A banda em palco sai-se bastante bem, pelo menos em disco, bem gravado, é suado, pegajoso e quente como esses filmes negros de NYC. Ambiente guarantido. Isto é material do melhor ainda mais hoje em dia.

Visto que não há vídeos dos Eight Eyed Spy, incluí outros, nomeadamente dos Teenage Jesus and the Jerks (má qualidade), da Lydia Lunch a solo recentemente (muito boa qualidade) e uma colaboração com os Sonic Youth (qualidade duvidosa).

Since there are no videos of the Eight Eyed Spy, I've included others, namely of the Teenage Jesus and the Jerks (bad quality), of Lydia Lunch solo recently (very good quality) and a colaboration with Sonic Youth (dubious quality).

Sonic Youth and L.Lunch - Death Valley 69


Real Pornography




Teenage Jesus and the Jerks


Orphans


Saturday, 24 March 2007

A RUA DO GIN (2)



Uma faixa, A Casa em Frente foi gravada no Porto, para entrar num maxi-single de quatro músicas, sendo um dos lados com duas bandas portuguesas, e outro com bandas espanholas. Segundo a própria editora, as Facadas na Noite, as fitas originais da gravação desapareceram antes de serem publicadas, o que viria a tornar-se numa história macabre de desconfiança, briga e traição entre as pessoas envolvidas. Acabou-se por gravar o disco a partir de uma cassete de som duvidoso, uma história que a justiça ainda vai ter que resolver.
Falando em sabotagem e traição, lembro o concerto do Pandemónio na Praça de Touros da Póvoa de Varzim. Perguntem ao Berto. Um sound check como nunca na parte da tarde, um som de fazer inveja aos maiores nomes da praça, Senhor! A seguir ao jantar, o técnico de som que não era técnico nenhum e que não vou nomear, esqueceu-se de pôr os volumes no sítio certo. Tocámos com os volumes do outro grupo, ou seja só se ouvia uma guitarra ou apenas a voz. E os que estavam bebidos eram os músicos e não o técnico. Um caso com ligações à JSD de Braga, exacto agora com conotações políticas, tudo gente de boas famílias. Que porcaria.
Em 1993, o Paulo conseguiu fundos para a gravação do único álbum da Rua do Gin. A última gravação que iria acabar com o grupo, tal como o conhecíamos, pela parte que me toca era uma despedida, visto que não tinha nada a ver com o que eu queria fazer, nem eu tinha espaço de manobra para isso. Mas quem tinha? Aposto que nem o Paulinho.
Fez-se uma primeira mistura a seguir às gravações, que vou incluir aqui, mistura feita pelo técnico, o Paulo e eu, bastante dura e muito mais representativa do grupo do que a segunda, que também vou incluir aqui, feita pelo Paulo e uns produtores estrangeiros que ele contratou, e que todos juntos quase apagaram o meu trabalho todo. Mais sabotagem.
Da formação inicial, só sobrei eu e o Paulinho, sobrei para me despedir de um projecto que já me chateava há muito, não toco em muitas das músicas, nem nunca fiz guitarras para elas. O que queria era fazer algo na linha do Espera por Mim. O Paulo continuava nas composições dele em tons menores, principalmente em Mi menor, a quantidade de músicas em Mi menor é impressionante, os tons menores, como toda a gente sabe é melancólico e triste, o que me chateava bastante, enfim quem conhece o Paulo... Eu pessoalmente, queria fazer coisas mais violentas do que tristes, por isso passei para o baixo nos Vodka Tec., a ideia era fazer uma espécie de funky metal rap, ficou a meio.
Eu e o Paulo, já não nos dávamos como uns tempos atrás, A Marginal é um bom exemplo disto, não toco porque "esqueci-me" da minha parte, é pena podia ter feito uma coisa toda atonal, ou serial, uummm! Mesmo assim é das minhas preferidas.
O segundo À Sombra de Deus, o da capa toda preta, e que não sei porquê, não me agrada nada, foi gravado sem mim, o Paulo a solo, eu passei do Gin à Vodka. Esta segunda colectânea acabou por se fazer sem mim, nem na vodka, visto que dei um salto de 18000km. Ficou mal, foi tudo gravado à pressa, e misturado com erros. Um disco mau de capa má toda preta. Mal gerido e mal administrado.
Como todas as bonitas histórias, esta acaba mal, os vários membros zangados uns com os outros, e cada qual para o seu lado. A partir daí nunca mais toquei, a não ser com computadores.
Em dez anos ou mais de actividades culturais e recreativas, a Rua do Gin, não produziu grande coisa, é pena podia ter sido um projecto com bastante interesse como o atestavam as críticas e o núcleo de seguidores. Mais uma vez, a gerência desastrosa da coisa, a falta de apoios, e as várias facadas nas costas, não permitiram que levantasse vôo ou que se fizessem coisas mesmo a valer.

Gravado em 1993 em Viana do Castelo.
Segunda mistura.
Recorded in 1993 in Viana do Castelo.
Second mix.

1 - A marginal
2 - Agora que eu sei
3 - Júlia
4 - Aparição
5 - Deixaste uma porta aberta
6 - Diz qualquer coisa
7 - Uma vez
8 - Eu,tu e a luz
9 - Espera por mim
10 - Negras barcas
11 - A casa em frente

A track, A Casa em Frente was recorded in Oporto, to be included on a maxi-single of four tracks, one side with Portuguese bands, the other with Spanish ones. Claims the legend, that the reel tapes disappeared before being published, which would become a story of suspicion, fight and treason from the people involved, the label Facadas na Noite, responsable for the delivery of the work to the Spanish side, including elements with liaisons to Mão Morta. A criminal network is born here with arms longer than the Sicilian octopus. The record was finally made using a tape of dubious sound, a story that justice will still have to solve.
Speaking about sabotage and treason, I remember the concert at the Bull's Arena at Povoa de Varzim. Ask Berto. A sound check like never in the affternoon, a sound to make jealous the biggest names around, Lord! The sound tecnician that was no sound tecnician at all and that I will not name, forgot to to set the volumes back to their right place. We played with the volumes of the other band, or beter said you could only hear one guitar or only the voice. And who were drunk were the musicians not the tecnician. A case going back to the JSD from Braga, exactly, with political conotations, all boys from good families. What a smell.
In 1993, Paulo managed to raise funds to record the only album of the Rua do Gin. The last recordings that will end the band, as we knew it, from me it was a departure, seen that it had nothing to do with what I wanted to do, nor did I have space for that. But who has? I bet not even Paulinho.
A mix was done right after the recordings, that I will include here, a mix done by the tecnician, Paulo and me, pretty hard and reflecting much better the spirit than the second mix that I will also include here, this done by Paulo and some foreign producers he hired, who all together almost erase my work. Some more sabotage.
From the orginal formation, only me and Paulo got through, me, I was leaving a project that was boring me for a while, I don't play in many of the tracks, nor I've ever done guitars for them. What I wanted was things like "Espera por mim". Paulo was going on with his compositions in minor keys, essencially in E minor, the quantity of tracks in E minor is just impressive, the minor keys, like everybody knows, are pretty mellow and sad, what used to bore me, those who know Paulo will understand... Me, I wanted to do things more violent than sad, that's why I swapped for the bass with Vokda Tec., the ideia was to do some funky metal rap, or whatever, it's been half done.
Me and Paulo, we were not friends like in the old days, "A Marginal" is a good example of that. I don't play on that one because I "forgot" my part, it's a pity, I could have done something totally atonal, or serial,ummmm!
The second À Sombra de Deus, the one with the black cover, that I don't know why, I don't like at all, was recorded without me, not even in the Vodka, seen I've done a jump of 18000km. Everything went bad, it's been recorded quickly, and mixed full of mistakes. A bad record with a black bad cover. Badly managed and badly administrated. Like all the pretty stories, this one ends up badly, the several members angry with each others, and each one on his own way. From that moment on, I've never played again, but with computers.
In ten years or more of cultural activities, the Rua do Gin, didn't produce much, that's a pity, could have been a project with a lot of interest as claimed critics and the fistfull of followers.
Once more, the desastrous management of the thing and the lack of support, the several stabs in the back, didn't allow that it lift off or that serious things were achieved.

RUA DO GIN (1)



Nos meados da década de oitenta, A Rua do Gin formou-se como banda em Braga, nascida de vários exercícios embrionários como o Pandemónio, que por si próprio também já vinha de várias direcções. Teve inúmeras formações, elementos esporádicos, estrelas convidadas como o Carlos F. na guitarra, ou até o Pinto M. nas teclas, ambos defuntos membros dos Mão M. Um baterista, o Tó, não conta mais entre nós, raparigas também por lá passaram, obviamente, como a Armanda, numa tentativa de pôr um rosto velvetiano ao acontecimento. O Sombra foi um dos primeiros a conseguir pôr uma voz nesta confusão toda, durante uma ida a Lisboa, que há de ficar nos arquivos para todo o sempre, como, vamos ser sinceros, a única vez que se conseguiu pôr este simpático grupo de amigos a produzir algo de realmente interessante. Única e última vez para o nosso shadow preferido que foi-se, preferindo as escuridões da sombra eterna às luzes brilhantes da ribalta, e também, convém salientar, por causa de conflitos entre personalidades de alto gabarito. Fica o contributo, Rebecca, mas onde estás? Ainda hoje, o mistério permanece. Lembramos a primeira colectânea subsidiada pela Câmara de Braga, o mítico À Sombra de Deus com capa de José Cristóvão, que gerou polémica na altura, o designer alterando a fotografia original, designers versus fotógrafos, malditos designers disseram os malditos... Ao que consta já não há vinis, ninguém os tem, há gravações em cassetes, já agora se alguém tiver cópias ou histórinhas para contar, agradecia que me contactassem no asianuxx@gmail.com, de certeza que se podiam publicar.
O Alexandre também deixou de ter paciência um belo dia, e fez-se à estrada, o baixo às costas como um verdadeiro cowboy rebelde. Um ensaio à tarde, um "mi" mais que tal, e pronto lá se foi uma longa colaboração que datava de muitos anos. É preciso notar mais uma vez que as personalidades em jogo nem sempre ofuscavam pela sua paciência. Projectos de casamento, influenciaram provavelmente e inconscientemente a decisão da ruptura fatal. Fica no entanto como o baixista que tocava dois ritmos diferentes ao mesmo tempo.
Tiveram algum violinista? A minha memória falha-me aqui. Será que tivemos a honra da presença dum outro Alexandre? Tenho a impressão que sim. O Paulinho gostava muito do John Cale.
O Paulo T. obviamente era o mentor, dono dos instrumentos, e infelizmente das nossas almas, o timoneiro da barca negra na sua deriva por águas turvas. Também principal compositor, guitarrista inspirado e voz segundária, ou principal, conforme as marés e as andanças. Bateristas, tivemos alguns. O Berto B., mais à vontade nos Rong Wrong, o Rafael, também mais à vontade nos Mão Morta, o Tó, que já não conta entre os vivos, e o Manuel L. Enfim, episódios efémeros. Vou ver se consigo incluir uma sessão de ensaios com o Manuel na bateria, só para aficionados.
Enfim, o verdadeiro baterista que se manteve mais de duas semanas no grupo sem que houvesse conflitos, foi a Yamaha R7 ou R11, o único elemento do grupo que conseguia tocar sem levantar a voz. Baptizada a Casa das Máquinas, a única que conseguia manter o ritmo infernal contra a maré muitas das vezes tumultuosa.
Falta o Tó, o nosso António, figura de proa e voz principal durante alguns tempos, não tenho queda para datas, desculpem lá. Ligeiramente cabeludo e caveiano, afirmou-se como voz a seguir ao Sombra. Com o Tó, as letras ficaram ligeiramente mais engagé.
Eu pessoalmente, tocava com duas distorções de pedal e mais uma terceira no amplificador que também tinha um reverb, e aquilo tudo ligado ao mesmo tempo fazia um feedback que era uma alegria, uma festa, especialmente em Lisboa, no Rock Rendez-Vous.
A princípio éramos quatro, o Rui M. nas teclas, na bateria e depois no baixo, passámos a três no concerto da Artenata no Sá de Miranda, a estreia, a seguir os membros saíam e entravam conforme a disposição e o grau de paciência. Tivemos uns pontos altos como no Teatro Circo, ou no RRV. Gravámos umas coisas. Uma colectânea de grupos de Braga, e uma segunda, o grupo já desfeito, contando só com o Paulinho. O único que teve paciência para se aturar a si próprio até ao fim. Eu fui-me para outras bandas, o Rui foi afastado, o Tó preferiu a outra banda dele, o Zero Amarelo. (Segue-se dentro de momentos)

Gravado em 1993 em Viana do Castelo.
A primeira mistura censurada.
Recorded in 1993 in Viana do Castelo.
The censored first mix.

1 - Gina
2 - Agora que eu sei
3 - Júlia
4 - Aparição
5 - Deixaste uma porta aberta
6 - Diz qualquer coisa
7 - Sanguesuga
8 - Eu,tu e a luz
9 - Espera por mim
10 - Negras barcas
11 - A casa em frente
12 - A marginal

Pandemónio
4 pistas gravado em Maximinos, Braga na casa do Manuel Leite por volta de 1990.
4 tracks recordings done in Maximinos, Braga at Manuel Leite's around 1990.

1 - Paraíso
2 - O que os meus olhos
3 - Negras barcas

Um ensaio na Rua de São Victor.
A rehearsal at Rua de São Victor
Faixa 1
Faixa 2
Faixa 3
Faixa 4
Faixa 5
Faixa 6

A formação no ensaio é:
Paulo Trindade - Voz, guitarra
Rui Mendes - Baixo
Manuel Leite - Bateria
Jorge Moreira - Guitarra

In the mid-80's, Rua do Gin got shaped as a band in Braga, born from several embrionical exercises like the Pandemónio, which in turn came itself from diferent directions. It had inumerous formations, sporadic elements, guest stars, like Carlos F. on guitar, or even Pinto M. on keyboards, both dead members of Mão M. A drummer, To, does not belong to the living anymore, girls also passed through, obviously, like Armanda, in an attempt to put a velvetian face to the matter. Sombra was the first to put a voice on all that mess, during a trip to Lisbon, that will stay arquived forever, as the only time, let's be sincere, that this sympathetic bunch of friends ever produced something really interesting. Unique and last time for our favorite shadow who went off, prefering the darknesses of eternal shadow to the spotlights of the stages, and also, it should be said, because of conflicts between high standard personalities. Remains the tribute, Rebecca, but where are you? Even today, the mystery holds on. We remember the first compilation subsidied by the Townhall of Braga, the mythic, À sombra de Deus with the cover by José Cristóvão, that caused controversy at the time, the designer altering the original fotograph, designers versus fotographs, damned designers said the damned... As it seems there are no more vynils, nobody has them, there are tape recordings, if anyone has copies or stories to tell, you can contact me at asianuxx@gmail.com, I´ll be glad to publish them.
Alexandre also stopped to be pacient a fine day, and went on that road, his bass on his back, like a true rebel cowboy. A rehearsal in the afternoon, an "E" a bit harsher than usual, and there vanished a long colaboration dating for years. We should note also that the personalities envolved, not always shone with patience. Mariage projects influenced probably and inconsciously the decision of the final split. He stays anyway as the bass player who could play two diferent rythms at the same time.
Had they a violinist? My memory fails here. Had we the honnour of the presence of an another Alexandre? I have the feeling that yes. Paulo liked John Cale a lot.
Paulo T., obviously was the mentor, owner of the instruments, and unfortunately of our souls, the captain of the black ship deriving through muddy waters. Also main composer, inspired guitarist and second voice or main, acording the ways and tides. Drummers, we had a few. Berto B., more confortable with Rong Wrong, Rafael, also more confortable with Mão Morta, To, who is not among us anymore, and Manuel L. Efemerous episodes. I´ll see if I can include a sessions of rehearsals with Manuel on drums, only for aficionados.
At last, the only true drummer who stood more than two weeks in the band without any conflict, was the Yamaha R7 or R11, the only element of the band who could play without raising his voice. Baptized the House of the Machines, it was the only one who could mantain an infernal beat against the tide often tumultuous.
It remains To, our Antonio, figurehead and main voice during a while, I don't remember the dates, sorry. Slightly hairy and caveian, he imposed himself as the voice after Sombra. With To, the lyrics became a bit more engagé.
Me, I used to play with two distortion pedals and a third on the amp that also had a reverb, and everything on at the same time would make a hell of a feeback that was a joy, a party in itself, specially in Lisbon, at the Rock Rendez-Vous.
At the begining we were four, Rui M. on keyboards, on drums and later on bass, went to three at the concert of Artenata at the Sá de Miranda, the first one, after that members came out and in acording to the disposition and the degree of patience. We had some high moments like the Teatro Circo, or the RRV. We recorded a few things. A compilation of bands from Braga, and a second one, the band already undone, only with Paulinho. The only who had the patience to bear himself until the end. I went other ways, Rui has been set away, To prefered his other band, Zero Amarelo.
(Next episode coming soon)

Thursday, 22 March 2007

Mx:035 (2)



The second album of our beloved Mx035, the floatings things, floating in the sky, in whatever you want, but not here. Float with no worries, and no importance, and who cares for them, for they are condemmed to disappear, to dissolve in acid, to be forgotten.
The second album has more soul, a real human soul. Less machine beat. It is also better recorded, better mixed, better produced. Better with time. White with time? Oh, that's her mother. It is said that whom composes and produces can't listen to his own recorded music. Guess, I'm falling in that category. Anyway, it's done and acheived. More is in the oven.
Float carelessly with Mx035.



1 - My lizard skin
2 - Militância
3 - I wish I was a gangster
4 - Darth Vador
5 - I´m beautiful too
6 - 8pm
7 - Solar
8 - Tropical Bastard
9 - Do you really make money with that?



O segundo álbum dos nossos fascinantes Mx035, as coisas flutuantes, flutuantes no céu, naquilo que quiserem, desde que não seja aqui. Flutuem sem preocupações, e sem importância, e quem se importa por essas coisas, pois estão condenadas a desaparecer, a serem dissolvidas em ácido, a serem completamente esquecidas.
O segundo álbum tem mais alma, uma verdadeira alma humana. Menos ritmo máquina. Ele também foi melhor gravado, melhor misturado, melhor produzido. Melhor com o tempo. Branco com o tempo? Ah, isso é a mãe dela. Diz-se que quem compõe e produz, não consegue ouvir a própria música gravada. Devo fazer parte dessa categoria. De qualquer maneira, está feito e acabado. Há mais no forno.
Flutuem sem preocupações com Mx035.

Tuesday, 13 March 2007

Mx:035



Mx035 is a quimical, seen on some reservoir in France. I don´t know if it's toxic or not, what is it for, I only know that it puts a face on an anonymous and home-made soup production. With no big worries about image or publicity, it won´t shine under the stage spotlights. It also has no proper style, it just survives all movements. It borrows its anonymity from the ideias of the Factory from Manchester and so, and also doesn't go further than that. It has no distribution because it doesn't exist physically, well may'be from now on, a post on a blog, or a series of links to mp3s on some server. Big net. That is all very etherial and abstract and only exists in your twisted minds. When you´ll wake up, it will be just a bad dream. Only the music will survive, that is not the worst thing on earth. Some day it will be Mx044 or Mx142. There are no videos, just audio files. Someday maybe.
For now, the first album from 2002, remixed in 2006, exclusively in AreaFuturaResplendency's studios. Simply Mx035.



Mx035 é um químico, visto num reservatório qualquer em França. Não sei se é tóxico, nem para que serve, sei apenas que serve de face a uma produção anónima e caseira. Sem grandes preocupações de imagem e publicidade, não brilhará debaixos dos projectores do palco. Também não tem estilo próprio, visto que já existe há já uns anos e sobrevive aos movimentos todos. Vai buscar o seu anonimato às ideias da Factory de Manchester e afins, e também não vai muito mais longe do que isto. Não tem distribuição porque não exite fisicamente, a não ser a partir de agora, sob esta forma, um post num blog, ou uma série de links para uns mp3s num servidor qualquer. Grande net. Isto é tudo muito etéreo e abstrato e só existe nas vossas imaginações perversas. Quando acordares, não passará de um sonho mau. Resta a música, que não é pior coisa que existe neste planeta. Um dia desses passa a Mx044 ou Mx142. Não há vídeos, apenas áudio. Um dia talvez.
Para já, o primeiro álbum de 2002, remisturizado em 2006, em exclusividade nos estúdios da ÁreaFuturaResplandescente. Simplesmente Mx035.

Animista
20 horas- 8pm
Los Bandidos Mexicanos
PulsarJ1116
Doktor Faustus
Seagod
Asia Nux Vomica

Monday, 12 March 2007

PUBLIC ENEMY



The Public Enemy nº1, a logo that's worth the best design companies and the best marketing campaigns. Also a controversie, that's become even more ambiguous this lasts years, especially regarding to everything that is muslim, even if in some cases the adhesion to the muslim faith by black individuals acts more like a response to the white dominating christian. Not anymore only in the States.

Son of a bush


Nevertheless, it's one of the gangs (?!) that stands out the rap scene since the begining of the thing, even more if we look closer at what rap has turned into. I'm tempted to speak about corruption, bahh! Glad they retired because of that. Public Enemy, the militant, the resistant to the occupying forces. Ok that stands up. On a pedestal. May be not. With a megaphone. The rebel without a pause. A track like Son of a Bush is still applying today, amazingly. Like a tradition passing from generation to generation.

Fight the power


Don't believe the hype
911 is a joke
Night of the baseheads
Pump the Music, Pump the Sound

Sampling and mixing like hell, the preferences go to the Soul of the 70s, Brother James and the others, a reference to the extinguished black movement of the 70s, afros and black panters. The rap approach, samples and DJs, turntables and vinyl plates, some of the best records ever produced, a sound that is really fat, full and rich, check the fear of a black planet.



Electric slave


O inimigo público nº1, um logotipo que vale as melhores empresas de design e as melhores campanhas de marketing. Também, a controvérsia tornada ainda mais ambígua estes últimos anos, em especial no que toca a tudo que é muçulmano, mesmo se em alguns casos a adesão à fé islâmica por parte de indivíduos de raça negra, atuará mais como uma resposta ao cristão dominante branco, e isto deixou de ser um fenómeno apenas americano há muito tempo.



Apeasar de tudo, é um dos gangs (?!) que emerge do movimento rap desde o princípio da coisa, ainda mais se olharmos mais perto para no que se tornou o rap. Sinto-me tentado em falar em corrupção, bahh! Ainda bem que se retiraram por causa disto. Public Enemy, o militante, o resistente às forças ocupantes. 'tá bom, aguenta-se de pé. Num pedestal. Talvez não. Com um megafone. O rebelde sem pausa. Um número como Son of a Bush ainda se aplica hoje, espantoso. Como uma tradição que passa de geração para geração.



Samplagem e mistura como ninguém, as preferências vão para o Soul todo dos anos 70, o Irmão James e os outros, uma referência ao extinto movimento black dos 70, carapinhas e as black panters. A abordagem rap, samples e DJs, pratos e rodelas de vinil, alguns dos melhores discos alguma vez produzidos, um som realmente "fat", cheio e rico, ver o "fear of a black planet".